ARTIGO: O GLOBO

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Max Lemos
Max Lemos

Para o Rio sair da crise.

Max exibe projeto aprovado pelos deputados por unanimidade.

Em 2009, quando assumi pela primeira vez a prefeitura de Queimados, tive um enorme desafio:

o distrito industrial fazia lembrar uma cidade abandonada, estruturas e galpões retorcidos e enferrujados, com apenas sete empresas remanescentes – algumas prontas para sair. Dez anos depois, a situação é absolutamente diferente: 41 indústrias, com a geração de mais de 3 mil empregos, e a perspectiva de novos investimentos. Em Queimados, a crise, em boa medida, foi superada com trabalho, projetos, incentivos e boa dose de articulação política.

Agora, como deputado estadual, exatamente no momento em que o Estado enfrenta a sua mais grave crise, tenho o compromisso de trabalhar em tempo integral por sua recuperação.

Para além das obrigações naturais do mandato, quero me dedicar à tarefa de ajudar o Rio a virar a página e retomar o desenvolvimento econômico que o fez forte e pujante.

Vamos centrar esforços em algumas linhas de atuação, comprovadamente eficazes. Estabelecer uma política de incentivos séria, criteriosa, com mecanismos para aferição de impacto econômico e geração de empregos, é uma delas. Os erros na condução desta matéria no passado não podem impedir sua adoção, agora de forma transparente e objetiva. A política de incentivos trouxe projetos estruturantes como Peugeot-Citroen, Wolkswagem, Land Rover, Nissan, para citar apenas as grandes indústrias automobilísticas. Foi, portanto, um decisivo instrumento para atração de investimentos, com geração de mais 8 mil empregos.

Na Assembleia, iniciamos um amplo movimento para atrair novos investimentos utilizando uma das nossas principais riquezas naturais: petróleo e gás. Neste contexto, a revitalização dos “campos maduros”, aqueles cuja produção foi reduzida ou abandonada por exigir novos investimentos, abrem perspectivas para um novo avanço do setor. Com a iniciativa, o declínio da extração na Bacia de Campos será superado, criando sinergia com a crescente produção do pré-sal, na Bacia de Santos. Teremos um círculo virtuoso entre as duas áreas, com exponencial multiplicação de empregos e renda.

Segundo estudo da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Petróleo, o retorno da exploração dos campos maduros deve gerar receita na ordem de R$ 15 bilhões e 381 mil novos postos de trabalho até 2022, período em que as cidades produtoras do Norte Fluminense devem obter acréscimo de até 300% no volume de royalties. Uma das propostas em debate para estimular este investimento seria a redução da alíquota de royalties de 10% para 5%. A Alerj deve ter o protagonismo neste debate, em busca de saídas para o Rio.

Outra medida para fomentar o desenvolvimento econômico já apresentei na primeira semana do mandato: indicação legislativa para reduzir a alíquota do ICMs do querosene para 7%. O Aeroporto Internacional Tom Jobim tem todas as pré-condições para se transformar num grande hub internacional, multiplicando o número de voos e fomentando o turismo e a economia de serviços. Nos últimos anos, ao contrário, assistimos o cancelamento diário de linhas pelas companhia aéreas por conta do preço proibitivo do combustível. Cartão postal do turismo nacional, o Rio não pode caminhar na contramão de uma vocação natural.

Este conjunto de medidas visa a dar partida num movimento transparente, objetivo e sério para o estado se inscrever novamente na história como eixo propulsor do desenvolvimento da economia nacional.

Max Lemos

Deputado Estadual